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"Para que olhas tu a cidade longínqua?
Tua alma é a cidade longínqua.
Chove friamente"
Chove, mas é chuva boa. Gotinhas pequeninhas se perdendo e prendendo pelas gentes.
Acabei a prova de francês, tava mais ou menos. Segunda-feira é a 'festa de despedida', onde eu finalmente vou falar do 'Liaisons Dangereuses'... e vai ter até fotas, segundo uma agradável garota que eu pensei o semestre todo que fazia história e descobri que faz linguística.
Pensei em fazer meu famoso pudim, mas como 20 gentes vão comer pudim? Tem que ser um pudinzão, e vão comer como, com a mão? Ou vou ter que levar 20 colheres?
Nem vou levar pudim. Vou levar alguma coisa salgada. Umas tortas da feirinha, eu acho. São gostosas.
O antropólogo andou meia quadra me acompanhando, depois disse que tinha que ir pro coiso de artes cênicas (buscar a namorada) e pra se despedir, só acenou a mão. É bem estranho a pessoa estar à um passo de você e acenar pra se despedir. Mas eu entendo. No mínimo, acha que eu vou agarrar ele se me der um beijo no rosto.
Eu entendo.
Chove, chove, chove.
"I don't want to disappoint you
But I'm not here to anoint you"
Tenho prova oral de francês hoje. Fiquei falando sozinha aqui em casa, pra treinar. To com a garganta meio ardida de tantos 'r's.
Fora isso, fiquei ouvindo músicas e estudando outras coisas e ajeitando a casa e comendo pão-com-ovo (nem era pãozinho com maionese).
Ah sim, queria comentar desde sábado, mas esqueci... finalmente vi a cara da tal Avril Lavigne, no coiso de clipes que passa na bandeiramentes (afinal, eu sou apenas uma estagiária e não estou podendo pagar TV a cabo).
Tava curiosa até, já que o clichê mais clichê da música atual é dizer que ela é 'a nova Alanis Morissete'. Tava cheia de espectativas e.. blargh.
Alanis? Aquela menina? Eu to mais pra Alanis do que ela!
Primeiro, que a voz dela é bem parecidinha com a da Aguilera e nenhum pouco profunda e... tentadora como a da AM. Segundo, aquela letrinha popzinha não me lembra em nada a AM. Terceiro... aquele clipe é um recorte-e-cole daquele do 'New Radicals' ou é impressão minha?
Não que eu não tenha gostado, é uma musica jeitosa até. Grudenta e tudo. E também não é que eu não goste de pop (porque se aquela música não é pop, eu não sei o que é), eu gosto sim, em doses moderadas. Mas me deixa aflita esse papo de 'Nova Alanis'.
Se ela tivesse morta, aposto que se revirava no túmulo.
ps. Quanto ao 'estilo' da Avril: seria interessante se não fosse tão forçado e montado. Parece que ela fez curso pra parecer revoltada.
"She looks like a flower
But she stings like a bee
Like every girl in history"
Só vim desejar uma boa semana para todos os habitantes da terra, especialmente do Brasil, onde temos um adorável novo presidente eleito :)
Prevejo surpresas nos dias pares antes de quinta feira, um acontecimento picante na terça, antes do entardecer e uma pessoa vinda do seu passado especificamente para te dizer algo que você já sabe.
Olhem que eu tenho poderes especiais e ouço gente cantando fado portugues no banheiro, viu? Acreditem nas minhas previsões :þ
(ha, ha, ha)

"Out of the ash
I rise with my red hair
And I eat men like air."
Tá uma chuvalhã... e imaginem só se ela não começou no exato instante em que eu pus o pé pra fora do portão do prédio... o_O
Pois bem, decidi falar da minha família. Eu nunca falo deles, mas acho bem importante e gosto bastante. Às vezes, deve parecer como se eu tivesse surgido do nada, como uma fênix esquisita ressurgindo das cinzas e devorando livros. Nem foi assim.
Conta a lenda (e a agenda da minha mãe) que eu fui concebida no dia 8 de setembro de 1982, durante uma seção de 'Mad Max' ou depois, no apartamento do meu pai. Eles casaram quando eu tinha um ano. Acho que tem até uma foto minha, no cartório.
Pois bem, eu cresci numa casa com um quintal bem agradável, minha avó e meus pais. Hoje em dia, minha vó está muito doente e fraca e mora na casa de uma tia minha, que é meio enfermeira.
Quando eu era pequena, minha mãe também era enfermeira e trabalhou num hospício boa parte da minha infância. Ela me levou lá várias vezes e tive experiências no mínimo interessantes. Meu pai é 'o homem atrás do bigode, sério, simples e forte'. E nem tentou matar o Cardo com um espeto, é tudo papo dele :)
No ano em que eu prestei vestibular (o longínquo 2000), minha mãe engravidou. O Caco nasceu nas minhas primeiras férias da unicamp. Ele tem uma cara pequena e curiosa e faz diversos barulhos interessantes. Fala bem pouco ainda. Dança bastante.
Ele é praticamente outro filho único, já que eu quase nunca estou lá. Como todo filho único, ele provavelmente vai ser egocêntrico e teimoso como eu. Ou não, quem sou eu pra saber como vai ele vai ser, não é?
"Nitimur in veritum semper cupimusque negata"
(Sempre nos inclinamos para o que é proibido
e desejamos o que é negado)

De Amore. Esperei tanto tempo pra ler esse livro... e valeu a pena. Todas as vezes em que me frustrei ao procurar o bendito exemplar na prateleira e ele não estava, valeram.
Ele ecoa-oa-oa-a lá no fundo, apesar das bobalhices óbvias.
A Taz me chamou pra ir no lançamento do livro 'novo' do Rubem Alves, o 'Retratos de Amor'. Mas nem vou.
Em primeiro lugar porque nem gostei do livro. Prefiro o De Amore. O livro do RA é meio... erm... bobinho. Se fosse um blog, e cada crônica fosse um post, eu ia adorar. Mas pra ler assim, estático.. não rola.
Talvez porque eu já tenha minha interpretação própria dos textos que ele comenta, e eu seja díficil de convencer. Teimosa, individualista, egoísta. Nem sei.
Mas o texto em que ele fala do 'Todas as cartas de amor são ridículas' é... como dizer isso de um jeito delicado? Tem cara de texto de 8a. série. Ainda mais com aquela conclusão meio tola de 'o poema conclui meu pensamento'.
Segundo: acho que só vão casais no lançamento de um livro d'amor. E não to a fim de ficar chupando o dedo.
Terceiro: Tem aula do Gongora, gentes! Gongora! Polifemo e Galatéia!
Quarto: Sou anti-social e sinto que terão muitas gentes na FNAC.
É isso.

slurme
![]() por tempo indeterminado. |


| I have issues with... |
| race freedom persecution forget envy |
'And love is not the easy thing
The only baggage you can bring...'
To doente ainda. Snife. Mee.
Nem fiz nada do que eu tinha que fazer, mas já prometi pra mim mesma que amanhã ou depois eu vou cedo pra unicamp e fico na biblioteca, fazendo escritice de gente de letras. Talvez até coma no bandejão, nem sei.
Não é que eu não consiga pensar em outras coisas. Eu só não tenho vontade mesmo.
Vou tentar ler mais um pouco do 'Enigma do Papagaio', mas não ponho muita fé. A idéia do livro até que é legal, mas ele tem um estilo diferente do que eu estou acostumada - sintaticamente falando. Tem uns parenteses esquisitos no meio das frases e coisas assim, que meio que me travam. Mas lá vou eu!
::vai::
Voltei. Passou-se apenas meia hora e o papagaio já me encheu :þ
Eu quero e não quero sair de casa. Quero e não quero ouvir 'e-bow the letter' de novo. Quero e não quero comer.
Estou me sentindo extremamente gauche hoje.
"O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
(...)
Mesmo a ausência dele é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dele que não sei como o desejar. "
Alberto Caeiro (devidamente adaptado)
Confirmada a suspeita: estou com gripe.
Espirros, febre suave, nariz trancado. Tudo isso.
Pra completar, um site sobre o 'Movimento Academicista no Brasil' e um resumo crítico do 'Les Liaisons Dangereuses' que exigem ser feitos.
Go away, coisas chatalhãs! Estou de bom humor, irônica, feliz - imensamente feliz, quase completa, quase fazendo sentido... e querem que eu fale sobre mortos chatos? Me poupem!
Estou com amor até a ponta do nariz. Hey ho.
"Os famas dançam no quarto
com lampiõezinhos e cortinas
dançam e cantam dessa maneira
Catala Trégua Espera Trégua"
Pequena lista de algumas coisas legais que fiz nesse últimos dias, com o Cardo:
- Recebi e joguei jatos de água com o fuck, em lugares variados nos momentos mais insólitos
- Li 'The Dot and the Line', juntinho
- Comemos cubo mágico
- Usei certa roupa
- Dançamos Ancurism selvagemente
- Conversamos sobre a origem do mundo, cavalos de chocolate, literatura, amor, espelhamento, calor, etnocentrismo...
- Pegamos nos pássaros elétricos que dão choque
- Atacamos umas cascas de cigarra
- Posição pré-tônica, pós-tônica e circular-feroz
- Brincamos com o fuck-fuck-fuck. Muito.
"Não vá agora, fique um pouco mais
Ninguém sabe fazer o que você me faz"
Acabei de chegar em casa. Fui levar o Cardo na rodoviária. To com o gosto dele na boca, o cheiro dele no corpo e... I've got your kiss still burning on my lips, the touch of your fingertips...
Mas tá tudo bem.
Sabem felicidade? Então: existe.
::vai pegar o spray, também conhecido como 'fuck' devido ao som que faz quando ativado::
Ontem fomos na tal Lagoa do Taquaral. Não era grande coisa. Principalmente porque o pedalinho não estava mais funcionando quando a gente quis andar. Tanto faz.
De qualquer jeito, a gente andou um monte e depois foi no mercado, comprar coisas essenciais: bombril, pizza, coca e pudim de menta.
Devido à uma afluência de coisas estranhas, a porta da cozinha bateu e a vassoura caiu ao mesmo tempo, fazendo com que a gente ficasse trancado lá dentro até conseguir despedaçar a tampa do cabo da vassoura e abrir a porta novamente. Isso sim é viver perigosamente.
À noite, vimos o 'Phantasma da Ópera'. Tão, tão engraçadas aquelas gentes do cinema mudo! E sim, eu sei que era pra ser de terror...
A gente ficou um tempão conversando no sofá-cama, deitado, tão bom. Falando as coisa.
Em resumo: eu não coloquei aqui nem 1/10 do que a gente fez mas acho que dá pra imaginar que eu fui tão feliz. Tão.
Que eu sou tão feliz.
"I wear my own crown and sadness and sorrow
And who'd have thought tomorrow could be so strange?"
Comi. Li. Estudei. Tomei banho.
Amanhã cedinho, o Cardo chega.
Hoje à noite, tenho aula de francês. Finalmente fiz os exercícios.
Vou passar na biblioteca, tenho que pegar uns livros.
O pudim ficou bem forte. A Taís comeu um monte. Espero que ela não tenha ido bêbada para o trabalho.
Às vezes me sinto distante como uma deusa decaída. Vejo o céu e as árvores e as gentes, e me sinto infinitamente complacente com cada sonho pequeno e cada palavra. Cada um, um diamante quente - uma estrela.
Me sinto terna e poderosa, como se eu soubesse a verdade (que verdade?) e tenho vontade de carregar todo mundo no colo e dizer que está tudo bem.
O que você vê, quando me olha?
"Will you live to 83?
Will you ever welcome me?
Will you show me something no one has ever seen?"
Ai, que preguiça.
Rasguei a parte de trás da minha coxa com um alfinete. Juro que foi sem querer. Só queria que a minha bermuda parasse no meu corpo. Minhas roupas todas caem caem caem.
Tinha que ter feito coisas pra aula de hoje, mas não tive ânimo de ir pra unicamp e depois, ter que voltar pra pegar manual. Porque hoje vai ter, com certeza. Fiquei aqui e fiz pudim. E vadiei. E rasguei minha coxa e fiquei ouvindo 'Emotion Sickness' e dançando seminua.
Também prendi o cabelo de um jeito legal. Dois nózinhos, eu fiz.
Amanha vai ser um dia bem ocupadão, pra compensar toda a vaziez de hoje. Eu sei. Ainda por cima, perdi minha carteirinha da biblioteca, eu acho. E tinha que pegar vários livros... blargh. Vou perguntar pra Taz se ela não viu a carteirinha vagando por algum canto da casa, e se ela não tiver, vou ter que fazer outra.
Calor infernal.
| Hoje acordei cedo e fui votar, lá no colégio estadual onde eu estudei da pré-escola à oitava série. Até tive um pouco de saudade, mas nem tanto... |
"Deixa eu brincar de ser feliz
Deixa eu pintar o meu nariz"
Fiz uma boa viagem. Vim dormindo boa parte do caminho.
Claro, tava passando um filme chato e tinha um homem roncando igual um fucking gremlin, o que mais eu podia fazer?
Meu irmão fala um bocado de coisas, anda e dança.
Saí com o Cardo. A gente foi no shopping Curitiba porque tava uma chuvalhã e eu trouxe bem pouca roupa de frio. Comemos coisa gostosa e vimos Cidade de Deus.
Agora eu me pergunto: Por que as pessoas ficam brabas comigo quando eu venho pra cá?