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"She looks like a flower
But she stings like a bee
(like every girl in history)"
Ontem fui ver CoS com a Sil.
Hoje fui ver CoS com a Taz.
A gente também foi ver um outro AP e pegou chuva pra caramba. Além de conversarmos em búlgaro e em parseltongue, claro.
Também coloquei certas coisas no correio e, infelizmente, talvez elas não cheguem na época certa. Mas quem mandou o sedex custar 16 reais, né?
Ah sim, também pintei eu mesma o meu cabelo, porque estava de saco cheio de ficar meio loira. Não combina com a minha cara. Não com a cara que eu gosto, pelo menos.
"E vou só, porque o meu ser é comodo e profundo
Colado como um escarro às rodas do mundo*"
Estamos indo pra Unicamp.
Eu, meu cabelo detonado, meu relógio quebrado, minha calcinha xadrez, minhas meias 3/4 vermelhas (todas as outras estão sujas, então minhas pernas estão pegando fogo por dentro das meias e da calça jeans), meu arranhões, minha camiseta de superKe* e minha dor de barriga.
Blargh.
Boa sorte pra todas as eus habitando essa casca esquisita. Como eu já disse,
"Cortes profundos, sangue seco e inchaço:
alma, pobre alma, ferida e imperfeita
enquanto o corpo vaga de meias três-quartos
por uma rua qualquer-belo como uma torneira entupida"
Sorria, meu bem, sorria.
"let's see colours that have never been seen
let's go to places no one else has been
you're in my mind all of the time"
Coloquei uma poesia na Sopa de Letrinhas ontem, e reli hoje. Ela pesa tanto em mim.. Eu li em voz alta, ou melhor, em sussurro, e ela é forte. Muito.
:: sussurra close your eyes::
Mas, pois bem, só vim desejar uma boa prova pro Cardo e esperar que também desejem pra mim, mesmo que 'Seminários em Linguistica Aplicada' não pareça tão mau quanto 'matemática discreta' :)
"This world is big and so-awake
I stayed up late to hear your voice
This light is here to keep you warm
This song is here to keep you strong"
Amanhã é feriado e eu nem sabia, vejam só.
Não vou ter aula e os manuais pra eu revisar são só pra quinta. Terei o dia todo pra fazer o delicioso (notaram o tom ironico?) trabalho do Academicismo.
Hoje foram as primeiras apresentações. A companheira Vê foi adoravelmente erudita e a Sil, romanticamente didática. Só eu que vou ser pateticamente bobalhã. o_O. Mas também, vejam meu tema...
De qualquer jeito, envio um enorme chi-coração d'amor pro Cardo, pra ele ir bem nas provas e trabalhos dele.
E penso.
Penso em como o dia ia ser bobo sem eu to stay up late to hear his voice.
::suspira::
"You're still alive, she said
Oh, and do I deserve to be?
Is that the question?
And if so...if so...
Who answers?
I, oh, I'm still alive"
Estou cansada e cansada.
Vocês também se machucam de propósito, pra endurecer? Também fazem questão de receber tapas e tapas, só pra ter aquela sensação de recolhimento?
Vocês também gostam da dor?
Também podem dizer: 'There's nothing you can throw at me that I haven't already heard', com completa sinceridade, e se sentirem felizes com isso?
Tanto faz.
Amanhã vai ter festa no IEL, e eu pretendo dar uma passadinha, depois de terminar meus trabalhos na biblioteca. Pelo menos pra comer um daqueles famigerados cachorros-quentes de festa universitária, que tem efeito prolongado no sistema digestivo de qualquer um.
Se vocês estiverem por lá, Vê e Sil, me achem na biblioteca ou na sala de informática pra gente ouvir a tal banda e tomar coca-cola quente. :)
Às vezes eu canso de ser eu.
[e eu não penso senão nele. "
To aqui de volta, na sala de informática. Vou pra casa. Não consigo me concentrar. Não consegui passar nem uma hora na biblioteca. Não consigo parar de pensar nele.
Eu sei, o trabalho do academicismo não é muito atraente, mas não consegui fazer nem o do Hamlet. Nada. Não conseguia nem ler um parágrafo inteiro.
::suspira::
O que uma miserável de uma foto faz com o estado de espírito de uma pessoa...
Tá, eu sei que não foi a foto: foi ficar lembrando. Lembrando como é quando ele me olha daquele jeito e como é quando ele me abraça e como é quando a gente está andando e ele me segura pelo braço, me vira e me beija, como se o mundo fosse acabar.
E fico pensando como vai ser, quando a gente se ver. E fico desejando coisas e sonhando coisas.
Não sei o que fazer.



"Volta amanhã, realidade!
Basta por hoje, gentes!
Adia-te presente absoluto!
Mais vale não ter que ser assim."
Eu sou alienada, sim. Eu vivo num mundinho à parte, sim. Eu tenho arroubos histéricos de euforia e de melancolia, sim.
E o peso do meu mundo cai em cima do Ricardo.
Hoje, ele suspirou bem pesado assim 'Ai, Kelly'. Disse-me ele que sem eu, a vida ia ser tão mais simples.
Entre meus vários epítetos homéricos, posso usar o de 'Kelly, a complicadora de vidas' também, vejam só :)
Tenho vontade de ficar na sacada, rodando com os braços abertos e gritando 'Estou viva, mesmo que isso não signifique grande coisa'. Não quero usar uma placa escrito 'Garota Interessante, aproxime-se' na minha testa. E se usasse, ia ser mentira.
Mas estou impossívelmente real e lúcida (vou sugerir esse humor no i*Eu :] ). Lúcida ou lúdica? Ambos. Ambos. Ambos.
E no momento, isso me basta. Ou melhor, não basta. Porque é sempre melhor o incerto que embala que o certo que basta.
"Mas, se eu pedi amor, porque é que me trouxeram
Dobrada à moda do Porto fria?"
Fiquei horas e horas no chão da biblioteca, cercada dos livros que me pareceram interessantes enquanto eu cruzava as prateleiras em busca de possíveis reflexos no meu espelho quebrado.
Eu li tanta coisa que não lembro os títulos da metade e de autores, só lembro que li 'O livro dos seres imaginários', do Borges.
To levando pra casa uma porção de diversão e me sinto estranhamente segura e certa. Será culpa da 'amante de Álvaro de Campos'?
Não sei. Só sei que na biblioteca, parecia tudo certo e nem pensei mais nos fatos ocorridos no inverno de '99, nem no antropólogo, nem na solidão, nem na confusão de ser eu.
Eu só existi e englobei mais gentes e mais vida e mais ação e sonho ao meu repertório. E claro, mais imagens caleidoscópicas nos meus cacos.
"I wasn't jumping, for me it was a fall
It's a long way down to nothing at all"
Não sei o que foi melhor: a hora e meia que eu passei no meio de uma ventania, sozinha, ou o banho fervendo que eu tomei afterwards, em casa.
Às vezes eu me sinto dolorosamente consciente das coisas do mundo, e nem consigo chorar.
Touch me.
"Não aspiro a nada. Dói-me a vida.
Estou mal onde estou e já mal onde
penso em poder estar. "
Tédio, cansaço, desassossego e sol de domingo.
Eu já comentei o quanto eu me sinto inconfortável aos domingos? Ainda mais esses ensolarados, tipo hoje. Argh, o marasmo de milhões de famílias descansando e eu aqui, em trapos.

| HALLOWEEN |
"I do it so it feels like hell
I do it so it feels real."
Fiz coisas más. Nem foi com ninguém, foi só comigo, então não acho que devam se importar muito. Faz parte do que eu sou, as maldades.
Fora isso, já é novembro. O tempo comeu mais um ano meu e... e... eu vou fazer vinte anos ano que vem!
::desmaia::
Eu juro que não vi pra onde foi minha adolescencia.