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i'm tired and i
i want to go to bed
sing me to sleep
i don't want to wake up
on my own anymore
outra semana, vejam só.
não quero ir pro trabalho. não quero ir pra escolinha. não quero ver os amiguinhos. não quero acordar & nem dormir. não quero correr. não quero guaraná aruba. não quero tomar o remédio pra alergia. não quero assoar o nariz. não quero ver gente chata & nem legal & nem boba & nem bonita. não quero que seja amanhã.
não.
you'll be a lover in my bed
and a gun to my head
digitando bem de-li-ca-da-men-te pra não acordar quem dorme. uhhh, ohhh, uhhh, ohhh, a respiração regular, o cobertor mexendo.
nas minhas anotações dessa semana, uma citação assim, do dwiggins: "os deuses se recusam a responder / se recusam porque não sabem". então, sabe, pra que perguntar se você está muito bem sem a resposta (que em todo caso provavelmente não existe)?
quietos, silêncio, shhhhh.
::fica espiando::
now I know how Joan of Arc felt
as the flames rose to her roman nose
and her
discman
started to melt
bem-me-quer, mal-me-quer. tenho aula ou não tenho aula? faço papá ou como bolacha? a pé ou de ônibus? durmo ou viro outra madrugada lendo p0rn & ouvindo jazz? tomo banho ou rolo no chão?
tem gente que acha que ou as coisas são assim ou assado, pronto. tem outros que dizem, nah, as coisas são assim *e* assado. tese+antitese=sintese. ying + yang. a harmonia da mistura, ah, quebeleza. mas que nada. não aqui, nessa casa, esse corpo, essa cabeça cheia de coceira.
as coisas são sim, assim *e* assado, mas longe, muito longe do equilíbrio. elas se batem e rebatem e lutam e ai, dói às vezes. sinto que tudo é sagrado.
sagrado no sentido de cousa selecionada, ungida, prontinha pro sacrifício. a benção com segundas terceiras quartas intenções. nada de óleos bentos, turíbulos, véus, guirlandas. eu fico é coberta de pó & patético mesmo.
pobre da joana, ah, o cheiro do plástico roar roar derretendo. e o phone era novinho, ainda por cima!