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porque eu não sei com mais ninguém e eu sou ridícula e na verdade todo mundo é ridículo; mas especificamente às vezes não, porque em dadas ocasiões eu sei discutir nabukowski, usar óleo de champagne & esponjinha & morangos & mãos, ver filme em tcheco (tobiásh!), preencher palavras cruzadas, viver da luz, ficar pegajosa, ver o céu azul azul enquanto gozo (duas nuvens!), fazer lasanha.
por isso tudo bem, aí. tudo bem ir pras aulas na faculdade de educação & aprender pedagugia (como diria a adelia p.) & reparar que todas as matérias são iguais e eu vou estar me apresentando pros coleguinhas em todas elas.
e tomei sorvete de quindim. e de morango com laranja. e de amaro. e de mamão. e de menta. e pus amoras. e chocolate. e calda de framboesa de verdade.
porque sorvete é tipo sexo (tipo assi-i-i-i-im), que quando é mais ou menos já é aceitável, quando é aceitável é bom, quando é bom é ótimo e vem em vários sabores e tem em vários lugares. o que não quer dizer que o dinheiro ou o esforço sempre valham a pena, mas quer dizer que eu não me importo de me lambuzar em público nem de usar chantilly demais nem de engordar nem de fazer barulhos estranhos.
tem um monte de coisa que eu não sei explicar, que eu penso e penso e não sei explicar, que não faz sentido, que é sentido e mora num dos muitos labirintos que se espalham por aqui.
suponho que por aí também.
agora, aqui sentada na cama, com esse calor & esse vento & never ever ever there meu raciocínio foge e se enrosca feito a orgia de serpentes do trailer de anaconda II. e ha, eu não dou a miníma, porque eu sinto ah, eu sinto muito tanto enorme, coisas, 20 de agosto já, passa das sete, que sede, que fome, que vontade.
there's more to life than books, you know.
