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i might walk home alone
but my fate in love is still devout
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o que fazer quando se ama uma prima donna?
eu tive uma na minha vida e eu era durona e dizia sempre que não aceitava showzinho, dizia que os espetáculos perigosos que ela encenava eram pra chamar a atenção, que não ia passar a mão na cabeça de ninguém, que eu tinha outras formas de mostrar o meu amor do que dando corda pra esse tipo de coisa.
eu achava que tinha, pelo menos. que mostrava.
aí ela me deu um pé na bunda, um pé na bunda do mundo inteiro, na verdade, e se apagou como uma vela de aniversário barata, daquelas que não voltam uma duas três vezes pra alegria do aniversariante. não, ela não volta nunca mais.
o show nem tem que continuar, ela disse, e puf.
aí quando eu vejo coisas que acho exagero e tempestade em copo d'água, vindo de gente que eu amo, não sei mais falar 'pega e enfia no rabo, eu aguentei coisa bem pior [de você] e não [te] quebrei'.
acabo dizendo, ah, vai, usa meus peitos pra limpar os sapatos de uma vez. limpa o nariz no meu cabelo. eu volto. me põe pra fora, eu volto. diz que não quer me ver, eu vou, eu vou atrás. uso todas as chaves que eu tiver disponíveis pra abrir a sua porta e te espiar dormindo, prima donna, porque eu ainda não fiz nada errado pra você, mas posso fazer.
carrego nas costas muito mais culpa do que pelo pecado original, platéia, bem mais do que os pseudopecados que todo semi-c00l se orgulha de exibir, fingindo de arrependidos (ah, ah, eu não presto, quero foder com meu priminho e depois colar na prova de matemática).
no meio da vida a gente caminha pela morte, e toda noite eu morro um pouquinho quando (todo mundo sabe que) eu devia era estar dividindo um cobertor xadrez com você e ao invés disso é domingo e eu vomito.
espero que dê pra entender que esse é meu jeito de pedir pra você me dar a mão e não trocar as fechaduras essa madrugada. não, eu não tenho vergonha na cara. me aceita de volta. todo dia.