Ricardo,
It's only roquemrou but i LOVE it ou How do you afford...
Ninguém acreditava que eu iria, nem eu mesmo, meu pai disse que me pagava pra eu não ir e até meu chefe matutino não gostou da idéia, mas eu fui no Bigger Bang em Copacabanana e OUVI o som dos Stones porque ver era impossível, só pelo telão. Descalço e com areias por todo o corpo misturadas com suor meu e alheio e sendo empurrado por pessoas (eca) e ambulantes gritando 'coca ixkol áice chocolateaa', não me arrependo nenhum pouco.
Que o Rio é realmente um inferno e que eu dificilmente volto pra lá, isso é verdade. A primeira impressão ao desembarcar na rodoviária não foi das melhores. Tínhamos que pegar um ônibus, imagine só um paredão de mais de 300 metros de comprimento (cheio de lixos e pessoas, difícil até distingüir) onde param 45 milhões de linhas diferentes, cada ônibus pára pra quem quiser, onde quiser e SE quiser. Pedir informação? Todo mundo sabe, mas cada um dá uma resposta diferente, ou talvez eles pensem que qualquer pessoa que não tem sotaque carioca seja paulista e dão informação errada só pra ficar sacaneandinho. Mas o motorista de um outro ônibus nos deu a informação tão desejada: a gente pega o nosso ônibus no portão 17. Perfeito, até descobrir que existem pelo menos TRÊS portões 17.
Hoje eu dou o meu apoio ao Haskell, que tinha um plano de exterminar a população do Rio e aplainar toda aquela área pra construir algo útil. Bem, o lugar com as praias e prédios e belezas naturais pode até ser agradável, mas sem pessoas, por favor. Pra voltar do show pra casa foi quase pior do que comer sorvete com arroz, mas nem vale a pena gastar os dedos pra descrever algo que não deve ser lembrado, não agora. Mas gostei e gostei sim de ter ido, valeu pela experiência. Ainda tive o prazer de conhecer a amiga-mulher da Kelly, de quem ganhei cerveja Itaipava e cigarro Parliament e rondele de queijo recheado com queijo e com cobertura de queijo extra. Ah, só uma dica: nunca peça um cão quente COMPLETO no Rio, porque pra eles isso significa 'cheio de uva passa dentro do pão'.
Aí estamos vivos e voltando pra São Paulo, ufa, tomando iorgute no ônibus chique. E lá temos O Show do U2. Foi de longe o melhor show da minha vida (não que eu tenha ido em tantos, mas acho muito difícil ser superado, quiçá pelo Led Zeppelin que pra eu ver daria qualquer-coisa-até-a-bunda mas pelo jeito é impossível). Valeram a pena todas as mais de 13 horas que passei EM PÉ, porque ficamos na HOT HOT HOT AREA da FESTINHA PARTICULAR e eu até usaria uma bandana dizendo BONO ME PEGA se ele não tivesse tara por gordinhas à la Katilce...
Depois de ficar na fila usando chapéus-de-marcha-soldado que a Kelly fez pra não tostarmos as cabeças, passamos o dia no Morumbi à base de BONO (não a bolacha, ele próprio, duh) e água, água de torneira bem gelada em saquinhos que os bombeiros (agradecimento especial ao Rossi) jogavam nas pessoas. E quando não estourava na cara ou nas costas eu pegava e bebia e era mais gostoso que o milkshake do Bob's (claro que estou exagerando, mas com a minha sede monstra aquilo era uma bebida do êxtase). Não vou contar do show porque não sei nem como e porque sou egoísta e porque ela já deve ter falado bar um bocado de coisas. E os Franz Ferdinand até que são legaizinhos.
E no mês que vem temos Santana, e será o primeiro show para o qual irei sozinho, uau.
kelly.,
as mulheres blablablá
aí tem esse artigo aqui sobre cem coisas que você precisa saber sobre mulheres. um terço é PFF, IDIOTA; outro terço é hehehe; o terço restante é "ôpa, descobriram" :D
p. ex. "most women will not have sex for the first time with a guy unless their legs are shaven"; "she still has all the love letters and cards from her past boyfriends"; "they can't live without tension. every once in a while she's gonna pick a fight with you for no reason. accept this as a running, inevitable theme and your relationship will make a lot more sense"; "at least one of her friends wants to sleep with you" etc.
queria ver um desse sobre homens. vou caçar na internet. he.